Resumo: A nova Era da Informação trouxe consigo diversos aspectos positivos, como fácil acesso ao conhecimento, agilidade de troca de informações e resolução de problemas, maior suporte educacional e avanços em diversas áreas de estudo. Apesar disso, essa facilidade, potencializada pela presença das Inteligências Artificiais, gerou um novo conceito: a de Era da Desinformação. As fake news estão cada vez mais presentes no cotidiano da população e são cada vez mais difíceis de diferenciar informações verídicas de farsas, levando a disseminação de notícias inverídicas, golpes e projetos enganosos. Diante disso, o presente projeto busca investigar a percepção de um grupo de pessoas sobre a possibilidade de reconhecimento ou não de informações falsas, além de desenvolver um teste para identificar o potencial de identificação de fakes desenvolvidas por pessoas ou IAs, como as deepfakes. Para isso, foi desenvolvido um questionário estruturado com questões abertas e fechadas sobre as percepções de um grupo pertencente a uma comunidade escolar, que inclui alunos, professores, funcionários e pais. Esse questionário buscou identificar quais as percepções dos investigados sobre a ocorrência de informações falsas ou manipuladas nas suas redes sociais, bem como a frequência e casos de equívocos gerados por consumo de fake news. Após os resultados, está sendo desenvolvido um teste, que busca avaliar a capacidade de reconhecimento de informações falsas e quais os principais mecanismos de identificação das fake news que a comunidade utiliza. O projeto está em andamento e pretende, ao final da investigação, realizar a divulgação dos dados coletados e desenvolver um material que auxilie no processo de reconhecimento e denúncia de informações falsas. Como resultados parciais, os participantes afirmam saber reconhecer a grande maioria das notícias falsas, mas não todas que se apresentam, principalmente as que envolvem inteligência artificial, como as deepfakes, pois ainda há muito desconhecimento. Isso nos mostra a relevância do teste, que poderá trazer dados valiosos sobre a capacidade de reconhecimento dessas informações. Apesar de estar em um momento inicial, o projeto demonstra potencial de impacto na comunidade, pois parte da conscientização, tanto de estudantes, quanto de pais e professores da escola em que o estudo está sendo promovido.
Referências: DELMAZO, Caroline; VALENTE, Jonas C. L.. Fake news nas redes sociais online: propagação e reações à desinformação em busca de cliques. Media & Jornalismo, [S.L.], v. 18, n. 32, p. 155-169, 18 maio 2018. Coimbra University Press. http://dx.doi.org/10.14195/2183-5462_32_11. MORAES, Cristiane Pantoja de. “Deepfake” como ferramenta de manipulação e disseminação de “fakenews” em formato de vídeo nas redes sociais. Biblios, Pará, v. 79, n. 1, p. 63-72, nov. 2020. Lavarda, S., Sanchotene, C. & Silveira, A. Quando as notícias mais compartilhadas são falsas: a circulação de boatos durante a semana do Impeachment no Facebook. Actas do XXXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – São Paulo: 2016.
Nível de Ensino:
Ensino Médio e Ensino Médio Técnico
Tem protótipo:
Não
Necessita de mesa:
Não
Área do Conhecimento: Pesquisa - Ciências Humanas
Integrantes: